sexta-feira, 18 de maio de 2012

Casamento Gay proibido nos Estados Unidos

Nos EUA, proibição ao casamento gay pode custar caro a empresas
Diferentemente da Carolina do Norte, Starbucks e Microsoft em Washington buscam mostrar cultura confortável para todos os empregados

Na semana passada, uma mensagem gravada pelo ex-presidente americano Bill Clinton foi transmitida por telefone na Carolina do Norte, falando a respeito dos perigos de uma emenda constitucional que proíbe o casamento homossexual e as uniões estáveis.

"A capacidade da Carolina do Norte em continuar com bons negócios, atrair novos empregos e preservar talentosos empreendedores será testada", afirmava Clinton na gravação. "Se essa lei for aprovada, a sua capacidade em manter esses negócios, esses postos de trabalho e obter esses empreendedores talentosos será enfraquecida."

Foto: AP
Grupo que apoia Campanha pela Igualdade no Sul marcha em Winston-Salem, na Carolina do Norte, em prol do casamento gay (10/5)

Os eleitores da Carolina do Norte apoiaram a emenda por uma margem de 20 pontos porcentuais, e 93 dos 100 municípios do Estado votaram a favor da proposição de que o casamento seja permitido exclusivamente entre um homem e uma mulher.

Sem ser afetada pelo anúncio feito pelo presidente americano Barack Obama em apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, a Carolina do Norte agora se junta a 30 outros Estados que possuem proibições constitucionais ao casamento homossexual.

Se a proibição das uniões do mesmo sexo é realmente ruim para os negócios, ninguém das grandes corporações da Carolina do Norte saberia dizer, pois ninguém se manifestou. 

Em Nova York a situação foi o oposto, já que o executivo Lloyd Blankfein do Goldman Sachs apareceu em um vídeo apoiando o casamento entre pessoas do mesmo sexo e outras empresas entusiasticamente apoiaram de maneira aberta a campanha para legalizar o matrimônio gay.

No Estado de Washington, a Microsoft, a Starbucks, a Nike e a Amazon apoiaram a lei. Mas nenhuma das 15 empresas da Fortune 500 baseadas na Carolina do Norte concordou com a lei. Entre elas estão grandes empresas nacionais como Bank of America, Lowe, Nucor, Corp VF (mais conhecida por marcas como a Wrangler e a Timberland) e BB & T Corp

Trabalho 
Além disso, "existe pouca ou quase nenhuma evidência de que casais do mesmo sexo levam em consideração a questão da lei na hora de decidir onde irão viver", disse Gary Gates, demógrafo e coautor do livro "O Atlas dos Gays e Lésbicas", além de ser membro honorário do Instituto Williams da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que se especializa em estudar questões sobre gays e lésbicas.

"Esses padrões são parecidos com outros ao redor dos Estados Unidos, nos quais os homossexuais mudam de cidade para cidade pelo país. O motivo principal para sua mudança é encontrar um emprego. Até mesmo para a comunidade GLBT, o motivo principal é o emprego. Os direitos em relação ao casamento são secundários".

No Estado de Washington, onde os casamentos homossexuais devem começar a ser realizados a partir do dia 7 de junho, a menos que os adversários consigam reunir assinaturas suficientes para forçar um referendo, cada vez mais empregadores estão deixando claro seu posicionamento.

A Starbucks disse em janeiro, quando o legislativo estadual estava considerando permitir o casamento homossexual, que "se esforça para criar uma cultura empresarial que coloque os nossos parceiros em primeiro lugar, e a nossa empresa tem uma longa história de liderar e apoiar políticas que promovem a igualdade e a inclusão social". 

A Microsoft , a primeira empresa da Fortune 500 a oferecer benefícios a parceiros do mesmo sexo, em 1993, disse: "Os empregadores de Washington estarão em desvantagem se não puderem oferecer um ambiente semelhante, inclusive para os nossos funcionários, os nossos recrutadores e suas famílias", ao afirmar seu posicionamento em relação ao casamento homossexual. "Os empregadores do setor de tecnologia enfrentam uma competição nacional e global na busca por novos talentos", ressaltou a empresa.

Como resposta, a Organização Nacional para o Casamento, que é contra o casamento gay, solicitou em março um boicote nacional à Starbucks que até agora parece ter tido pouca repercussão. A receita da Starbucks cresceu 15% no último trimestre, chegando a um recorde de US$ 3,2 bilhões.

"Seria ótimo se eles estivessem se posicionando dessa maneira, pois é a coisa certa a se fazer", disse Gates, que mora com seu marido em Seattle.

"Mas eles entendem que a igualdade no casamento é um mecanismo para atrair e reter talentos. Não é apenas a respeito dos gays, pois na verdade não existe um número suficiente de homossexuais para fazer um enorme impacto. Mas isso possibilita uma espécie de abertura para as pessoas que são diferentes", observou. "Além disso, passa uma mensagem para as pessoas, heterossexuais ou homossexuais, de que esse é um lugar onde elas podem potencialmente prosperar. Isso é especialmente crucial para as empresas que dependem de pessoas que precisam ser criativas, empreendedoras e inovadoras".

Fonte: IG

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