sexta-feira, 27 de abril de 2012

Falabella e Danielle Winits chegam ao Recife com Xanadu

Mateus Araújo Do JC

Sempre que pode, o teatro brasileiro bebe da fonte dos grandes musicais norte-americanos. Desta vez não é diferente. Embora no cinema Xanadu não tenha chegado nem perto de ser um Titanic de sucesso à época de seu lançamento, na década de 1980, 30 anos depois, nos palcos, o espetáculo sobressai aos olhos dos seus espectadores - seja pelo apelo visual, pela estética teatral ou pelo seu elenco. A montagem, que no cinema trouxe como protagonista a atriz inglesa Olivia Newton-John, chega ao Teatro da UFPE, nesta sexta e sábado, às 21h; e no domingo, às 20h, na versão nacional adaptada pelo jornalista Arthur Xexéo, com direção de Miguel Falabella.

Criar um lugar perfeito, onde sonhos serão realizados, uma utopia cujo nome é Xanadu. Esse é o mote do espetáculo, representado no desejo do pintor fracassado Sonny Malone, interpretado por Danilo Timm. Com inspiração na mitologia grega, eis que surgem na Terra os deuses para ajudar o rapaz a realizar o seu sonho. Assim, com auxílio deles, Sonny pode construir sua Xanadu, uma pista de patinação, típica dos anos 1980, onde as pessoas dançam e cantam sobre rodas, como uma espécie de boate.

A montagem traz no elenco a atriz Danielle Winits. Ela abriu mão do estereótipo sensual-tosco que costuma incorporar na televisão para viver Kira, a deusa da dança, que está entre os seres divinos, junto com Danny McGuire, feito por Falabella. “Sempre fiz balé, antes mesmo do teatro, e sempre gostei muito de musicais”, diz Danielle, em entrevista ao Jornal do Comercio. “Quando vi Xanadu no cinema, adorei. Além do mais, sempre fui fã do trabalho de Olivia Newton-John. Mas daí a me imaginar fazendo esse papel, era um sonho.” Para compor a personagem, a atriz reaprendeu a andar de patins, além de trabalhar o equilíbrio e a concentração para cantar ao mesmo tempo em que patina. “Eu só andava nos patins mais modernos. Foi preciso muita paciência e ensaio.”

Depois do fracasso no cinema hollywoodiano, nos anos 1980, o texto ganhou uma versão para o teatro, montada pela Broadway em 2007. O espetáculo recebeu uma repaginada brasileira no início deste ano. Desta vez, com sucesso. O que, segundo alguns críticos, deve-se ao fato da atual valorização do estilo retrô na sociedade e de a trilha sonora da peça trazer clássicas canções sempre recorrentes em boates e festas. 

Xanadu é também uma grande exploração de efeitos especiais, com enormes cenários, dezenas de figurinos e acessórios cênicos que dão pompa à montagem. Na peça, mais de 10 artistas atuam sobre patins. Destaque para o trabalho de direção de Miguel Falabella, que traz sua experiência na área para dar luxo ao enredo, que explora os excessos de cores e da cafonice da década de 1980. 

ACIDENTE - Em janeiro, um acidente envolvendo Danielle Winits e o ator Thiago Fragoso espantou o Brasil e suspendeu por alguns dias as apresentações de Xanadu. Durante uma sessão do espetáculo, no Rio de Janeiro, na cena em que os atores voavam suspensos por cabos de aço, uma falha no maquinário fez com que eles caíssem por cima da plateia. Danielle teve corte na boca, e logo saiu do hospital; Thiago, com fratura na costela, ficou 17 dias internado. Por isso, o ator teve de ser substituído no elenco por Daniel Timm. “Na verdade, não me lembro do acidente. Na hora, tive um blecaute, graça a Deus. Mas foi difícil voltar ao palco, por outros motivos. Pela saída de Thiago, e pelo fato em si. Mas voltei, pela equipe, e para honrar com meu compromisso”, conta Danielle. 

Desde a reestreia após o acidente, Xanadu não tem mais a cena em que aconteceu o problema. Além da saída de Thiago, o ator e cantor Sidney Magal foi substituído por Falabella.

SERVIÇO

Ingressos: Plateia R$ 140 e R4 70 (meia). Balcão: R$ 100 e R$ 50 (meia). À venda na Monserraz do Shopping Recife e na bilheteria do teatro

Fonte: NE10

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