terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Hóteis das Cidades da Copa São de Péssima Qualidade

Maior parte das cidades da Copa tem hotéis de qualidade ruim
Segundo IBGE, do total de 5 mil estabelecimentos 85% são de médio e baixo padrão de qualidade; apenas 1,3% possui estrutura para deficientes


As 27 capitais brasileiras contavam com 5.036 estabelecimentos de hospedagem em 2011, sendo que apenas quatro cidades concentravam mais de 40% do total. A maior concentração está na capital paulista, 19,3% do total, com 972 estabelecimentos entre hotéis, motéis, apart hotéis, pousadas, pensões e albergues segundo dados da Pesquisa de Serviços de Hospedagem de 2011, divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Rio de Janeiro com 429 estabelecimentos, seguido de Salvador, com 358 e Belo Horizonte, com 291, completam o grupo de cidades com maior oferta de leitos para hospedagem no País.

A cidade do Rio de Janeiro: rede de hospedagem com mais estabelecimentos de médio e grande porte

Mas de acordo com o IBGE, a grande maioria dos estabelecimentos de hospedagem, 85,5% do total, foram considerados como de padrão médio ou baixo no quesito de conforto e qualidade.

Somente 14,5% dos estabelecimentos estão no segmento luxo ou superior com padrão elevado de conforto e qualidade de serviços levando-se em conta na análise dos padrões de decoração, mobiliário, aparelhos, instalações sociais e esportivas e o padrão de atendimento aos clientes.

Além disso, apenas 1,3% dos estabelecimentos possuem estrutura adaptada para pessoas portadoras de necessidades especiais.

Esses dados apontam que os desafios são enormes para o País que vai sediar importantes eventos internacionais como a conferência das Nações Unidas sobre crescimento sustentável, a Rio+20, em junho, além da Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo em 2014 e o Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Em 2011, o setor de turismo registrou o ingresso de 5,4 milhões de estrangeiros, que gastaram US$ 6,775 bilhões no país, ultrapassando a meta de US$ 6,4 bilhões projetada pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo). O valor é recorde e representa um crescimento de 14,4% em relação a 2010, quando o resultado havia ficado em US$ 5,919 bilhões.

Mas apesar do incremento, o turismo no Brasil ainda segue considerado baixo quando comparado com outros países como a França, com 76,8 milhões de turistas estrangeiros em 2010, Estados Unidos com 59,7 milhões, China com 55,7 milhões e Espanha com 52,7 milhões segundo dados da Organização Mundial de Turismo.

Distribuição por segmento
Segundo os dados da pesquisa do IBGE, a distribuição dos tipos de estabelecimento mostra que Brasília é a capital com a maior proporção de hotéis na sua rede de hospedagem, com 67,1% dos estabelecimentos nesta categoria, seguida por Curitiba, com 62,4%, São Paulo, com 59,1%, e Rio de Janeiro, com 58,3%.

Já a maior concentração de motéis encontra-se em Fortalzeza, que possui 39,3% de sua rede composta por este tipo de hospedagem. As pousadas, segundo o IBGE, são mais numerosas, em termos relativos, em Florianópolis, com 40,2% do total, e nas principais capitais do Nordeste com destque para Natal, com 30,2%, e Salvador, com 26%.

A análise do IBGE aponta ainda que a com relação ao porte dos estabelecimentos de hospedagem nas capitais, segundo o número de unidades habitacionais, 27,3% possuem até 19 unidades, 21% entre 20 e 29 unidades, 23,1% entre 30 a 49 unidades e 28,6% com 50 ou mais unidades.

Entre as capitais, o Rio de Janeiro se destaca como a cidade com a maior proporção de estabelecimentos com 50 ou mais unidades habitacionais, cerca de 50% do total, sendo que 18% contam com 100 ou mais unidades, segundo o levantamento do IBGE.

Fonte: IG

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