domingo, 26 de fevereiro de 2012

Confusão no Presídio Anibal Bruno / Recife-PE

Confusão e tumulto durante visita de domingo no Presídio Aníbal Bruno
Durante princípio de rebelião, dois detentos foram mortos, três feridos e um policial agredido

 / Foto: Guga Matos / JC Imagem



Presidiários do Complexo Prisional Aníbal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife, deram início a um princípio de rebelião na manhã deste domingo (26) que terminou com dois detentos mortos, três feridos e um policial agredido. Segundo a Secretaria de Ressocialização (Seres), a confusão teria iniciado por volta das 9h, no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, quando as visitas do domingo já haviam começado.

Apesar da confusão, não houve reféns ou feridos entre os visitantes.

De acordo com o Secretário Executivo de Ressocialização, Coronel Romero Ribeiro, alguns detentos discordam da nova forma adotada pela administração de manter regras mais rígidas para controlar a unidade e promoveram o tumulto.

Houve disparos e o Batalhão de Choque foi acionado para controlar a confusão. Após o incidente, o clima de tensão foi amenizado e as visitas foram retomadas.

Batalhão de Choque controla tentativa de rebelião no Aníbal Bruno.

Os presidiários Dalton Ferreira Gouveia, 28 anos, e Danilo Bezerra, 20, morreram durante a confusão.O último foi atingido por balas durante o motim e o outro foi alvo de outros detentos que aproveitaram o tumulto para esfaqueá-lo. Dalton estava jurado de morte porque foi acusado pelos presos de ter matado o pai de um dos outros detentos. Um policial, que preferiu não ser identificado, foi atingido por uma pedrada mas passa bem.

O Instituto de Medicina Legal do Recife (IML) seguiu para a unidade para recolher um dos corpos. A outra vítima ainda chegou a ser encaminhada para o Hospital Otávio de Freitas, mas já chegou sem vida na unidade.

PROTESTO
No começo da noite, as mulheres e mães dos presos fizeram um protesto contra as novas regras usadas nas revistas das visitas, que estão mais rígidas. Elas fecharam a Avenida Liberdade, onde fica o presídio, e tocaram fogo em pneus e lixo impedindo a passagem de carros e motos. 

Elas só se acalmaram quando uma comissão formada por 10 componentes entrou na unidade para conversar com o promotor do Estado, Marcellus Urgiette, que assegurou que os presos já estavam calmos e tinham recebido o jantar.

Fonte: NE 10

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